Se você esteve online entre o ano passado e este ano, é provável que já tenha ouvido falar do Metaverso. Esse assunto não sai de pauta, especialmente entre os interessados nas novas tecnologias da web.
Apesar de frequentemente comentado, o Metaverso ainda pode ser um conceito de difícil compreensão, mesmo para quem acompanha as notícias do assunto.
No artigo de hoje, trazemos um dossiê para que você possa entender melhor o que é o Metaverso, como ele funciona na prática e o que ele significa para o futuro da web.
Continue a leitura!
O que você irá ler neste artigo?
O que é o Metaverso?
O conceito do Metaverso é criar um senso de unidade quanto às experiências que criamos por tecnologias como computadores, smartphones, realidade virtual e realidade aumentada.
Assim como a Rede Mundial de computadores (que conhecemos como WWW ou World Wide Web) engloba todos os sites e serviços que acessamos pelo navegador, o Metaverso é o conjunto de sites, serviços e locais que se integram num universo virtual.
A diferença entre a World Wide Web e o Metaverso está justamente no tipo de experiências que cada um envolve.
O que você precisa ter em mente é que o Metaverso não é um produto, local ou espaço específico, mas sim um conjunto de experiências virtuais conectadas em uma rede.
Web 2.0 e Web 3.0
Como dissemos, a diferença entre a Rede Mundial de computadores e o Metaverso está no tipo de experiências que, juntas, compõem estes espaços.
Atualmente, na Rede Mundial (WWW), as experiências estão organizadas em torno de sites, aplicativos e serviços pertencentes a empresas e corporações.
Os usuários utilizam estes serviços gratuitamente ou por assinaturas, ou inscrições, mas o conteúdo que acessam na World Wide Web não lhes pertence de fato. É o que chamamos de Web 2.0.
Já a Web 3.0 busca mudar isso. Essa nova Web é descentralizada, e as pessoas são incentivadas a criar novas experiências, produtos e serviços sobre os quais terão total propriedade.
A Web 3.0 é a base do Metaverso que será construído coletivamente por todos os usuários.
O que o Metaverso significa na prática?
Na prática, o Metaverso é uma nova forma de usar a internet. Assim como hoje navegamos pela web acessando sites e clicando em links, o Metaverso cria uma nova forma de navegar pelas experiências virtuais.
Com o uso de tecnologias como realidade virtual, você poderá acessar lojas online e “caminhar” por elas, ser atendido por vendedores e até provar as peças. E esse é só um pequeno exemplo das possibilidades trazidas por esse novo padrão tecnológico.
“Teleportar-se” entre diferentes experiências de realidade virtual ou aumentada, como proposto por Mark Zuckerberg, criador do Facebook, será como clicar em links para navegar de um site a outro na web atual.
Por último, o Metaverso cria um enorme potencial para o desenvolvimento de novas tecnologias e formas de inovação.
Como entrar no Metaverso?
Isso dependerá da sua noção do que é “entrar” no Metaverso. Se por “entrar” você quer dizer “ter a sensação de se deslocar fisicamente para outra realidade”, então você ficará um pouco decepcionado.
Ainda levará muito tempo até que sejam desenvolvidas tecnologias que nos permitam criar este tipo de experiência.
Mas para o Metaverso, isso não é necessário: o objetivo é criar uma integração entre as novas experiências digitais e permitir que os usuários façam usos diversos da plataforma, familiarizando-se com as tecnologias envolvidas.
A Web 3.0 é construída pelos usuários, então se você deseja participar do Metaverso e ajudar a construí-lo, basta se envolver nas tecnologias e comunidades que o estão guiando.
Quais tecnologias estão envolvidas?
O Metaverso está sendo construído com o auxílio de diversas tecnologias, usadas criativamente pelos usuários e comunidades para criar relações sociais da mesma forma descentralizada que acontece no mundo físico.
Mas isso significa que pode ser difícil para um novo usuário entender por onde começar. Nossa dica é encontrar uma comunidade baseada em alguma das tecnologias que mais te agradem, e começar a explorar o Metaverso a partir daí.
Confira algumas das tecnologias envolvidas na criação das experiências do Metaverso:
Modelagem 3D
Se você gosta de esculpir e modelar objetos em 3D, terá muito a fazer no Metaverso.
Você pode criar objetos para espaços virtuais e vendê-los numa loja própria; pode trabalhar para uma empresa de jogos; ou então em uma empresa de construção de prédios em realidade virtual.
Parece maluquice? Pois a sua criatividade é o limite na construção deste mundo virtual.
A modelagem 3D também alimenta as tendências fashion para os Avatares, versões virtuais de si mesmo que o usuário utilizará para navegar pelas experiências do Metaverso.
Realidade aumentada
A Realidade Aumentada é a sobreposição de objetos, ambientes e figuras virtuais sobre a realidade que vemos com os olhos.
Utilizando um óculos de Realidade Aumentada, você pode ver informações sobre um restaurante ao olhar para a fachada dele, por exemplo, ou ver as direções até um lugar projetadas direto na sua frente, sem precisar tirar os olhos da rua.
Indo mais longe, imagine que você senta para tomar um café com um amigo, mas, na verdade, ele está em outro lugar e apenas sendo projetado nos óculos, bem diante dos seus olhos.
Realidade virtual
A Realidade Virtual é uma versão mais imersiva da Realidade Aumentada. Nela a experiência é de imersão completa no mundo virtual.
Para isso, utiliza-se óculos, fones de ouvido, controles remotos que ficam presos nas mãos para interagir com o Metaverso e até mesmo esteiras omnidirecionais, isto é, que permitem simular a caminhada e até corrida em todas as direções.
Com ela, o usuário pode ter experiências completas de navegação pelos espaços digitais criados com auxílio de ferramentas como a modelagem em 3D.
Blockchain e cripto
Como as experiências do Metaverso são baseadas nos princípios da Web 3.0 que falamos acima, são necessárias tecnologias que permitam registrar com segurança informações de propriedade sobre objetos e itens publicamente acessíveis.
Para isso, a economia do Metaverso é largamente baseada nas criptomoedas e na tecnologia de Blockchain, um elaborado sistema criptográfico que permite armazenar informações com segurança contra alterações indevidas.
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